Urubici: O roteiro completo

Sempre que queremos dar uma escapada da realidade, vamos pra Urubici e nos desconectamos do mundo. Já visitamos lá em todas as estações e fica difícil escolher a melhor! Nesse ano viajamos pra lá algumas vezes e depois de receber várias mensagens e perguntas sobre lá, senti que fiquei devendo um roteiro completo sobre esse lugar maravilhoso. Então se você tem interesse em conhecer essa cidade incrível, pega uma caneta e um caderninho e anota todas essas dicas porque compilei TODAS as nossas viagens pra lá em um post só!

Nossa primeira viagem pra Urubici foi em 2017 e foi uma das mais especiais pra mim até hoje. Por conta das alergias da Helena, optamos por não viajar até ela estar tolerante.. mas dois anos haviam passado e as chances dela nunca se curar de fato, eram altas. Sempre havíamos falado que quando ela atingisse a tolerância, faríamos uma viagem pra comemorar e descansar. Como esse dia não chegou, resolvemos parar de esperar e ir mesmo assim. Então alugamos uma casa no Airbnb, totalmente equipada para podermos preparar as refeições dela e que de quebra, fica no topo de uma montanha, com uma vista de tirar o fôlego. O nome do lugar é Chalé Pé da Montanha e pra saber mais sobre o lugar, tarifas e disponibilidade, o link está no final do post. O anfitrião Eduardo nos recepcionou super bem, colocou sua horta de orgânicos a nossa disposição pra colher frutas pra Helena e até me deixou um livro sobre o organismo humano com um capítulo marcado sobre alergias. Se a casa já é linda nas fotos, pessoalmente ela é incrivelmente melhor. Repleta de janelas de vidro que dão vista pra uma imensidão verde, um quarto que parece com sonho, com a cama mais confortável e cheirosa do mundo.. e uma grande porta de vidro que dá direto ao deck, onde passamos muitos momentos apenas olhando a paisagem. Além disso, o deck conta com um quadrado fechadinho cercado com um sofá cheio de almofadas e uma fogueira no meio. Não dava vontade de sair de lá, foram os 5 dias mais tranquilos que já tivemos.

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Em uma das nossas últimas idas pra lá, aproveitamos pra conhecer o novo chalé que o Eduardo construiu próximo a casa que alugamos e que também já está disponível para aluguel no airbnb. O chalé se chama Rubi e é realmente uma preciosidade. Pequenininho e aconchegante, tem uma proposta mais intimista e conta com uma hidromassagem em um cantinho com paredes e teto de vidro, mostrando toda a vista linda que aquele lugar tem. Já fiquei imaginando como deve ser aproveitar a hidro observando o céu a noite, cheio de estrelas.. um sonho mesmo! Do outro lado, uma cama de casal e uma lareira na frente. A diária te dá direito a um café da manhã com frutas colhidas da horta do próprio Eduardo ( os melhores morangos que comi na vida!! ) O lugar já está tendo bastante procura e precisa ser feito reserva com antecedência. Com certeza um lugar perfeito pra um final de semana romântico a dois ( Tá lendo isso, Henrique?!)

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Já no começo do ano estávamos de férias aqui em Floripa e tínhamos planejado muita praia, areia e sol. Porém, já no segundo dia, vimos que a previsão do tempo indicava chuva por toda a semana, o que estragava totalmente os nossos planos. Então durante o café da manhã, o Henrique soltou “Que chuva, não tem nada pra fazer, que vontade de ir pra Urubici” e então, 2h depois, estávamos de malas prontas e  reservas feitas.

Dessa vez, alugamos um chalé nos Coloniais Beckhauser, lugar que havíamos conhecido no último dia da nossa primeira viagem pra lá, enquanto comprávamos geleias caseiras e que havíamos prometido nos hospedar quando retornássemos.

A propriedade é da família Beckhauser e proposta do local é justamente ter a experiência da vida rural. Li um review deles no tripadvisor que dizia: “é como ficar na casa dos avós” e nenhum comentário poderia ser melhor do que esse.

Um local simples, que mantém seus móveis antigos, tudo cheio de amor e capricho. Onde você pode tirar leite da vaca, colher frutas direto do pé, ficar conversando na varanda enquanto toma chimarrão e o maior luxo é você é ser acolhido como um membro da família. Local perfeito pra se hospedar com os filhos, aproveitar as maravilhas da vida simples do campo e se sentir em casa! ♥

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Assim que chegamos lá, fomos recebidos pela Dona Irma e Seu Evaldo, que nos levaram até nosso chalé e depois nos apresentaram cada cantinho da propriedade. Um sítio lindo, repleto de plantações, flores e animais andando livremente.  O local também possui uma casa separada, onde você consegue se hospedar em um dos quartos, dois chalés privativos e um museu da família, que mantém todos os objetos antigos que eles usavam para o trabalho nas plantações, além de utensílios do lar que foram passados por gerações.  Inclusive, até a cadeirinha de alimentação infantil que ofereceram pra Helena, havia sido usada pelo filho do casal a mais de 30 anos atrás, tudo em perfeitas condições e cheio de histórias. Além disso, logo na entrada, fica um chalézinho super fofo onde eles vendem as geleias feitas por eles mesmos, além de brinquedos feitos em madeira. Todas as geleias são orgânicas e produzidas pela própria família. As nossas preferidas são: morango, amora e de hibisco!

Lembra do review “como ficar na casa dos avós”? É extamente assim! Chalé limpinho e cheiroso. Dona Irma e seu Evaldo cuidam de TODOS os detalhes pra você não precise fazer absolutamente nada a não ser descansar! Nossa estadia lá foi tão especial, que toda vez que vamos pra Urubici, é lá que ficamos. O ponto alto, com toda certeza, foi o café da manhã. No nosso primeiro dia lá, quando acordamos, dois guarda-chuvas haviam sido colocados na porta do nosso chalé e os portões haviam sido abertos pra não nos molharmos até o caminho da casa onde seria servido o café, pois estava chovendo. Quando chegamos lá, o Seu Evaldo estava nos esperando e disse que eles iriam servir nosso café na própria casa deles.

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Pra quem cresceu com avós morando no interior, foi como voltar no tempo! Aquela mesa farta, cheia de pães, bolos, waffles, geleias, queijos e frutas (amora, framboesa e physalis), tudo caseiro e delicioso. Ficamos lá umas 2h comendo e conversando, enquanto a Helena literalmente se sentia em casa e corria de um lado pra outro com a Luna, cachorrinha da família. Infelizmente tínhamos horário pra sair, senão tínhamos ficado lá a manhã inteira (ou até a comida acabar pelo menos.. hahaha)


Se a recepção lá é super acolhedora e as opções de hospedagem são ótimas, o que falar dos pontos turísticos? Meu sonho seria morar lá e poder desfrutar daqueles lugares todos os dias.

Antes de ir pra lá, fiz uma pesquisa extensa de tudo que Urubici oferece e o que realmente não poderíamos perder. É muito importante se informar antes porque alguns lugares precisam de uma licença para visitação, correm o risco de estar fechados por conta do clima ou em obras, dependendo da época do ano.

Como já disse, já fomos pra lá em todas as estações e como “turista” posso afirmar que a melhor época pra ir pra lá é no verão. A cidade, que fica na Serra Catarinense, é muito procurada no inverno devido as baixas temperaturas, a possibilidade de neve, as pousadas, vinhos e outras delícias. Nós moramos em Florianópolis, a capital de Santa Catarina e um dos destinos mais procurados durante o verão, pela sua quantidade de praias e belezas naturais.  Então a princípio, trocar praias com água cristalina, caipirinha e frutos do mar na beira da praia não parece fazer muito sentido né? Mas aí que a maioria se engana..

Justamente por ser baixa temporada, é que viajar para Urubici acaba sendo a opção perfeita pra quem busca fugir do agito e do movimento intenso e de quebra, também fugir do calor. Pois lá, em pleno verão, durante as noites, a temperatura está na casa dos 10° – 15°C e você pode dormir enrolado no edredom com direito a lareira e tudo mais.  Já durante o dia, as temperaturas ficam em torno dos 20°C – 25°C e rápidas pancadas de chuva são bens comuns, o que colabora pra deixar o clima ainda mais agradável, sem atrapalhar nenhum roteiro.
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Além disso, você encontra disponibilidade em praticamente todas as pousadas e hotéis, sem precisar agendar com muita antecedência e os pontos turísticos estão completamente vazios, o que possibilita você fazer passeios mais elaborados e desfrutar de todas as atrações turísticas da cidade com tranquilidade.

No inverno, as pousadas estão lotadas e você precisa fazer a reserva com meses de antecedência. Os pontos turísticos e estabelecimentos estão tão cheios que por conta disso, alguns pontos turísticos estabelecem um limite de tempo que você pode permanecer no local.   Por exemplo, no Morro da Igreja, que é o ponto turístico mais visitado. No verão, ficamos lá uns 40 minutos e ficamos sozinhos em alguns momentos. Já no inverno, o tempo de permanência lá é de 15 minutos e tivemos que esperar meia hora na fila pra podermos subir.

E já que estamos falando em pontos turísticos, como eu disse, o ponto turístico mais visitado por lá, é o Morro da Igreja, um dos lugares mais lindos que já vi.. com uma paisagem que parece de outro mundo. Pela altitude, lá tem muuuuuita neblina e existem muitas chances de você não enxergar nada.. especialmente no inverno. Mais um ponto pro verão, que nos proporcionou uma visão limpa e a vista da famosa Pedra Furada. Sendo verão ou inverno, recomendo levar um casaco ou blusa manga longa porque lá é frio! Pra subir lá, você precisa pegar uma licença no ICMBIO que fica no centro da cidade. Na última vez que fomos pra Urubici, a estrada de acesso estava em obras e não conseguimos subir.. por isso, antes de ir, ligue lá e se informe pra ver se está tudo ok.

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Descendo a estrada do Morro da Igreja, faça uma parada no Vale dos Sonhos. O lugar fica bem escondido e você precisa prestar atenção as placas. Fazendo jus ao nome, o lugar é um SONHO. Um jardim repleto de uma infinidade de plantas e flores, borboletas voando e uma casinha super fofa ao fundo, que possui uma lojinha onde você pode comprar velas, geléias e plantas medicinais que eles produzem. Recomendo MUITO comprar o mel de Flores da Montanha e o de Alecrim (é um santo remédio!) e as velas de cera de abelha, que além de cheirosas tem uma faísca super diferente das tradicionais. É uma graça e uma ótima lembrança pra presentear alguém (se você é como eu, do tipo que compra lembrança em viagens)
E pra quem é vegano ou vegetariano, você pode fazer uma reserva pra almoçar ou jantar lá! Porém a reserva precisa ser super antecipada porque esse é um serviço exclusivo e só aceita uma reserva por horário.

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Pra quem gosta de caminhar e não tem medo de lugares fechados e aranhas (rss) um passeio super legal, é pelas Cavernas do Rio dos Bugres. Mais um lugar lindo com uma paisagem verde sem fim, com pequenas cavernas que você pode atravessar e que antigamente, eram abrigos para índios. Dá pra caminhar lá a vontade e se sentar a beira dos riachos pra descansar a aproveitar a paisagem. Lá é uma propriedade privada e por isso, é cobrada uma taxa simbólica na entrada. Leve dinheiro porque não aceita cartão.

Outro lugar pra quem gosta de trilhar e estar perto da natureza, é o Arroio do Engenho. Um dos lugares mais lindos de Urubici na minha opinião. Lá fica a Cascata da Neve e possui um camping incrível pra ficar. São vários “spots”ao longo do riacho, cada um com tomada e uma fogueirinha pra se aquecer. O camping também conta com banheiros, churrasqueira e lugar pra enxer as garafinhas de água com água direto da fonte. Uma delícia! Aos fundos do camping, uma trilha construída a mão pela família dona do local, que dá acesso a Cascata da Neve, que tem esse nome pela queda d`agua se transformar em queda de flocos de neve no inverno. Demais né? A trilha é tranquila de fazer. Porém, crianças pequenas (que ainda não conseguem fazer a trilha a pé) PRECISAM estar em um carregador de bebê (sling, mochila etc) pois alguns trechos exigem que você esteja com as mãos livres pra se segurar. Já fizemos essa trilha algumas vezes e acreditem, levar o bebê no sling/carregador, é a forma mais fácil e segura de fazer a trilha. Não sei como está funcionando atualmente porque a Helena sempre vai na mochila mas na primeira vez que fomos lá, o dono só nos deixou subir porque viu que a Helena estava bem presa na mochila nas minhas costas e explicou que já proibiu algumas famílias de subirem por conta disso. Então o melhor é fazer a coisa certa e ter um passeio agradável e seguro né? Vai por mim, vale muito a pena.

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Se as pessoas tomam banho lá, eu não sei. Fato é que quando subimos lá no verão, assim que chegamos no topo, tiramos nossas roupas e entramos na água. A queda não é muito forte e água é rasa naquele ponto, então a Helena amou poder entrar lá e se molhar com a gente. Sabe aquele banho que lava a alma? Foi esse! Descemos a trilha geladinhos e renovados.

Já passamos a noite lá no camping e pra quem quer uma opção de estadia mais aventureira e na natureza ainda, sem perder o conforto e a segurança, que seja tranquilo pra levar as crianças, lá é uma ótima opção! O único “problema” é que a eram tantas estrelas no céu, que a Helena se recusou a dormir pra poder ficar olhando pra elas. Mas adormecer ouvindo o riacho correndo do teu lado, faz tudo valer a pena.
(Sendo bem mãezona, não preciso lembrar que se você for acampar lá, mesmo sendo verão, tem que levar roupa pro frio!)
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Outro ponto turístico bem conhecido é a Cascata do Avencal. Você pode conhecer ela tanto por cima, quanto por baixo. Pra ter a vista de cima, você precisa entrar pelo Parque Cascata do Avencal, que além de proporcionar uma vista incrível, fornece algumas atividades esportivas como a tirolesa por cima dela. Nós já fizemos e é uma experiência única. Precisei fazer duas vezes seguidas pra absorver o que é passar por cima daquela cascata imensa. Além disso, oferecem trilhas, pedalinho e tirolesa infantil. Pra entrar lá você precisa pagar uma taxa e as atividades são pagas a parte. Pra ter uma vista de baixo, você precisa fazer uma trilha. Nós tentamos uma vez mas o acesso estava em obras. Agora sei que lá embaixo tem uma pousada chamada Encantos do Avencal.

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No mesmo caminho do parque, está a Cascata Véu de Noiva, que fica dentro de uma propriedade particular e conta com um restaurante com vista pra Cascata. A entrada também é paga mas confesso que apesar de muito bonita, só visitamos uma vez.

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Na nossa última viagem por lá, aproveitamos pra conhecer um lugar que ainda não havíamos visitado e que é super conhecido e muito bonito, o Morro do Campestre, que te dá uma vista linda de Urubici e do Vale do Rio das Canoas. O acesso é super fácil e a subida do morro é bem tranquila.

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Já na divisa com Grão Pará, está a Serra do Corvo Branco, uma estrada no meio de um paredão de pedras de 90 m de profundidade. Volte meia a estrada está completamente coberta pela neblina, tornando o lugar ainda mais mágico. Desde que conhecemos lá, aquele lugar tem se tornado cada vez mais ponto turístico pra sessões de foto de casamento, gestante etc.. de tão lindo e único que é aquele lugar.
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A cereja do bolo de Urubici, literalmente, é a gastronomia. Babo só de escrever e lembrar dos lugares que passamos por lá. Sou do tipo que quando gosto de um lugar, vou sempre nele pra não ter erro. E já temos nossos preferidos pra compartilhar: Pra almoçar, sempre escolhemos o Paradouro Santo Antônio, um restaurante bem conhecido por lá.. com um espaço aconchegante e muitas opções de comida. Agora eles possuem um buffet que uma infinidade de opções e carnes e peixes a la carte. Recomendamos a truta, que é o peixe típico da região e que eles sabem preparar como ninguém! O atendimento é ótimo e apesar de não ter um espaço kids específico, as crianças são super bem recebidas. O que me lembra de fazer um adendo aqui: nenhum lugar lá possui espaço kids mas você não vai encontrar nenhuma cidade que receba tão bem as crianças quanto lá! Juro!

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Outro lugar que adoramos, é o Manali, um bistrô pequenininho, que oferece massas caseiras, hamburgers artesanais e trutas (peixe típico da região). Fomos de hamburger entrevero, que combina salame, bacon, carne, pinhão com pão de cerveja e minha nossa..que coisa maravilhosa! Preço justo, ambiente super agradável e ótimo atendimento. Pra quem curte cervejas e vinhos, eles tem muitas opções. Não consegui fotografar muito o ambiente e os pratos porque a fome e o cansaço falaram mais alto..

Uma coisa que não dá pra fazer, é ir em Urubici e deixar de provar um café colonial típico! Quando não estamos na pousada e tomamos o café da manhã lá, gostamos de ir no Lenha no Fogo.  Um espaço super fofo que oferece um café colonial repleto de doces e salgados, queijos, salames e geléias caseiras. Além de café, sucos, chá e chocolate quente a vontade. Vá com calma e aproveite essa experiência.

Como Urubici é uma cidade pequena, você só precisa ficar de olho no horário de atendimento dos estabelecimentos. Os restaurantes costumam fechar cedo no almoço e se bobear, você corre o risco de ficar sem.

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Nosso roteiro está chegando no fim e apesar de parecer que existem poucos pontos turísticos aqui, esse roteiro dá pra dividir em vários dias! Os pontos turísticos são distantes um dos outros, separados por muitas estradas e paisagens que foram feitas pra serem apreciadas. A proposta da cidade é justamente se desligar do mundo e se conectar com a natureza. Aproveitar cada momento dessa cidade única onde o clima muda constantemente. Parecendo que é justamente pra você não fazer planos e apenas se deixar levar. Curta o frio, a neblina, o sol, o calor, a chuva, a neblina de novo, o sol de novo e por aí vai. Se prepare pra ficar sem sinal no celular e tenha dias de muita paz, cheiro de natureza, paisagens inesquecíveis e comida boa.

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Espero que tenham gostado desse mega roteiro e não esqueçam de nos marcar nas redes sociais se fizerem essa viagem incrível. Só nos marcar nas publicações usando @familiaaventureira e #roteirofamiliaaventureira

Se você quer mais informações sobre o Chalé Pé da Montanha:
AIRBNB – Chalé Pé da Montanha

Se você quer mais informações sobre a Pousada e Coloniais Beckhouser:
Acolhida na Colônia – Pousada e Coloniais Beckhauser

Se você quer mais informações sobre o Chalé Rubi:
AIRBNB – Chalé Rubi 

Se você quer mais informações sobre a visitação do Morro da Igreja:
ICMBIO – Visita ao Morro da Igreja

Cris & Henrique

Roteiro de 1 dia em Rancho Queimado

Quem nos acompanha lá no @familiaaventureira sabe que de vez em quando estamos em Rancho Queimado. Essa cidadezinha fica a 60km de Florianópolis (onde moramos) e apesar de ser super pertinho do litoral, ela tem cara, clima e gostinho de interior! Na nossa opinião, é uma das cidades mais lindas de toda Santa Catarina e nessa época do ano, as paisagens são de cinema. Não foi a toa que escolhemos nos casar lá! Por ser tão pertinho da capital, é o lugar perfeito pra passar o dia a dois ou com a família, aproveitar as paisagens e a gastronomia maravilhosa dessa cidade.

Pensando nisso, fizemos nosso roteiro de 1 dia por Rancho Queimado!

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Pra começar, recomendo ir pela manhã pra poder aproveitar o dia todo e também porque pelo fato de ser uma cidade pequena, os estabelecimentos costumam fechar cedo. Feito isso, vamos lá?

Chegando em Rancho Queimado, você vai passar pelo portal da cidade e logo em seguida já vai ver a fábrica da Pureza, que eu sei que não é bem um ponto turístico mas sim um patrimônio histórico do melhor refrigerante do mundo, não é mesmo? Rsss Quem nunca provou não sabe o que está perdendo e recomendo fazer uma parada.

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Continuando, um pouco mais pra frente, a esquerda, numa entrada discreta com uma plaquinha bem pequena escrito “Doce Rancho”, está um casarão antigo que é ponto de venda de chocolates artesanais. Os chocolates são deliciosos e o lugar é lindo! Vale a pena fazer uma parada, conhecer o lugar e comprar uns chocolates pra volta.

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Seguindo adiante, passando por Taquaras, a próxima parada é a Casa de Campo do Governador Hercílio Luz, uma propriedade centenária que hoje está aberta a visitação e é o ponto turístico mais conhecido da cidade. A casa é utilizada como museu e abriga objetos pessoais e históricos do governador Hercílio Luz e de imigrantes alemães. Na parte externa, um jardim florido com direito a mesa de piquenique, bancos e uma vista linda pras montanhas. E como é época de pinhão, o chão fica praticamente marrom, coberto pelo pinhão que cai dos pinheiros espalhados pelo lugar.

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Ao lado da casa do governador, está uma casinha verde que é super conhecida por vender produtos coloniais como geléias, queijos etc.

Continuando na estrada principal, passamos pelo Galpão Tropeiro, um restaurante de gastronomia típica e resolvemos parar lá pro almoço. O nome já diz tudo. O restaurante é um grande galpão e a comida, típica tropeira, é feita em fogão a lenha! Uma delícia! Em especial, o entreveiro e a farofa de pinhão. Vale a pena ir até lá só pra almoçar nesse lugar, sério! Digo isso porque ele está sempre lotado e na maioria das vezes, por pessoas de cidades próximas.

Importante dizer que lá não aceita cartão e é preciso levar dinheiro! Isso vale pra maioria dos lugares em Rancho Queimado,  já que lá é praticamente impossível conseguir um sinal de internet e os poucos lugares que aceitam cartão as vezes encontram dificuldade.

Pra alegria da Helena, ganhamos algumas tangerinas recém colhidas do proprietário do lugar e seguimos o nosso passeio. Fomos pro lado oposto seguindo até o Mirante do Morro do Alto da Boa Vista. Um dos lugares mais lindos do Brasil e que foi cenário do nosso casamento em maio deste ano.  A mais de 1240m de altitude, é um campo imenso e completamente deserto que te dá uma vista de tirar o fôlego. São vários mirantes, é só seguir a entradinha de terra principal e pegar as estradas laterais pro mirante que você quiser. Devido a altitude, o vento é fortíssimo, além de ser muito frio. Inclusive no inverno, tem chance de neve! Mas a vista compensa! Então leve uma mantinha e aproveite pra ver o pôr do sol caso não esteja tudo coberto pela neblina.

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Nosso casamento no Morro da Boa Vista

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Hora de descer, passamos pela Cascata Trisãmya, que é uma cascatinha pequena localizada praticamente na beira da estrada. Se você procurar no google, tem muitas fotos lindas dela.. mas já faz um tempo que o local parece abandonado e sem um local específico pra parar e conhecer. Então seguimos adiante e fomos tomar um café.

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Vou citar aqui dois cafés que nós gostamos e que conhecemos em ocasiões diferentes. O primeiro, é o KaffeeHaus, um café colonial típico alemão, localizado bem no centro de Rancho Queimado. O Café é servido direto na mesa e eles são extremamente atenciosos! Falamos das alergias alimentares da Helena e trouxeram pra nossa mesa várias opções sem leite pra que ela pudesse comer.

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KaffeeHaus

Na última vez que fomos lá, resolvemos conhecer o Kaufer Café com Morango, que fica na mesma estrada geral da Casa do Governador e do Galpão Tropeiro. Rancho Queimado é conhecida como a cidade do Morango e nesse café, não faltam opções com essa fruta. Também rola café colonial ou você pode se servir e pesar. Provamos muitas delícias e nossas preferidas, foram a cuca de frutas vermelhas e o famoso chá de morango que servem lá. O local é uma graça, tem vista pras montanhas e uma lareira bem gostosa que é acesa nos dias mais frios. Os dois lugares aceitam cartão.

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Chá de morango no Kaufer Café com Morango

Quando escurece, a cidade é tomada por uma neblina intensa e você dirige sem enxergar quase nada na frente. Então assim que vimos a neblina começar a baixar, resolvemos encerrar nosso café e voltar pra casa.

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E assim termina um dia maravilhoso em meio a estradas e paisagens saídas de um filme do nosso roteiro por Rancho Queimado! Espero que vocês gostem e quando forem pra lá, não esqueçam de usar a hastag #roteirofamiliaaventureira lá no instagram!


Cris

5 dicas para viajar de carro com crianças!

A gente ama viajar de carro e lá no @familiaaventureira sempre recebo mensagens me pedindo dicas pra viajar de carro com crianças de forma tranquila. Em geral, o grande problema é a impaciência dos pequenos aos passar longas horas no banco de trás, preso na cadeirinha. Acho que não tem uma fórmula de sucesso pra isso e cada criança se comporta de forma diferente. Até a Helena que tá super acostumada em passar horas no carro, acaba se incomodando de vez em quando e nos fazendo ter vontade de parar no meio de estrada e sumir hahahaha

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Dormindo assim, parece um anjo né?

Mas tem sim algumas coisas que tornam as viagens mais fáceis e que nos salvam do terrível: “Falta muito pra chegar?”

Vamos lá?

1- Cadeirinha/bebê conforto: Acho que preciso dizer que em primeiro lugar seus filhos PRECISAM estar em uma cadeirinha ou bebê conforto adequado a idade e peso né? Não é frescura, não é bobagem e não me venham com papo de “ah mas na minha época eu viajava com mais 4 primos no banco de trás”. Eu também! Mas a tecnologia está aí pra oferecer mais segurança e assim como os carros mudaram, as cadeirinhas surgiram e salvam vidas! Se você anda de cinto de segurança porque  vai deixar seu filho solto? Claro que quando a gente pensa em viagem, pensamos em tudo menos um acidente de carro.. mas acontece! As estradas são perigosas, algumas pessoas são imprudentes e todo cuidado é pouco. Nós já vimos alguns acidentes acontecendo na nossa frente e foi preciso frear bruscamente pra não rolar um engavetamento. Se a Helena não estivesse na cadeirinha, com toda certeza teria sido projetada pra frente e teria se machucado. Como Socorrista, já ouvi colegas contando ocorrências terríveis de crianças projetadas pra fora do carro porque os pais não tinham cadeirinha ou haviam retirado a criança da cadeirinha porque ela estava irritada.. ou até mesmo pra amamentar.  Vale ressaltar que quase 70% dos acidentes envolvendo crianças fora da cadeirinha/bebê conforto acontecem num raio de 1km de casa. Ou seja, CADEIRINHA SEMPRE!

Dito isso, optamos por uma cadeirinha com inclinação pra que ela pudesse dormir mais confortável e honestamente, se ela existe.. eu nunca vi! Porque a Helena tá sempre dormindo caída pra frente.. mas de qualquer forma, eu adoro essa cadeirinha porque ela tem protetores laterais que são super importantes pra proteger a cabeça da criança. O modelo da nossa é Evolve da marca Cosco. Travesseirinho pra pescoço também ajuda bastante pra sustentar o pescoço nos momentos em que a criança está dormindo em sono profundo.

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Cadeirinha Evolve Cosco que a Helena usa e amamos!


2- Brinquedos:

Bebê na cadeirinha e agora como fazer pra ele ficar lá? Brinquedos!
Antes da viagem faça uma bolsa com os brinquedos favoritos ou peça pra ele fazer, caso já tenha idade. Por aqui, antes de toda viagem a Helena faz uma bolsa com brinquedos e livros que ela sabe que são pra brincar e ler no caminho. Não temos tablet, Ipad etc Então não usamos recusos tecnológicos.. e aí está na hora de entrar o tal “na minha época eu não tinha isso”. Viajei muito com meus pais, ficavamos as vezes até 14h na estrada em um único dia, era cansativo e entediante em alguns momentos mas nos distraíamos com brincadeiras simples, como jogos de palavras, placas de carro e muita, muita conversa! Já existe também mesinhas portáteis exatamente pra por no carro e as crianças poderam brincar, pintar etc

3- Comidinhas:
Tá aí uma distração que sempre dá certo por aqui. Sempre levo uma bolsa térmica no carro com água e alguns snakcs que a gente gosta. Bolachinhas e frutas sempre funcionam e também reduzem o número de paradas pra comer pelo caminho.

4- Pare sempre que preciso!
Em viagens mais longas sempre é bom parar uns minutinhos, tirar o bebê da cadeirinha, tomar uma água, comer.. ir ao banheiro. Como a Helena já desfraldou, nós levamos um penico no porta malas e paramos sempre que ela pede pra fazer xixi. Aproveitamos pra esticar as pernas, descansar um pouco e tomar um café. Apesar dessas paradas serem curtinhas, elas fazem a diferença e deixam a Helena beeeem mais tranquila pra continuar.

5- Seja flexível:
Por aqui nós temos dois tipos de situação: as negociáveis e as não negociáveis. Sair da cadeirinha: não negociável. Alimentação e recursos tecnológicos: negociáveis. Viagens e passeios em família são pra você se distrair, se divertir, recarregar as energias.. e não pra estar se estressando né? Então nós temos um acordo bem claro entre as partes envolvidas, que durante viagens algumas coisas podem ser flexíveis com diálogo. A Helena não come besteira.. mas permitimos uma bolachinha recheada e chocolates quando estamos na estrada e depois que todas as alternativas de entretenimento tenham se esgotado, deixamos ela assistir um desenho no nosso celular. Afinal, não somos de ferro e se até a gente cansa de ficar sentado em um banco por horas, imagina eles?

Nossos filhos são nossos maiores parceiros, nosso melhores amigos. Seus sentimentos não são menores que o nosso só porque são crianças.. e por serem crianças, eles conhecem apenas poucas formas de se expressar. Viajar com filhos pode ser mais difícil mas é igualmente compensador, se não mais. Como disse, não há um feitiço de bom comportamento. Cada criança é única e tem sua personalidade e seus gostos! O importante é entender e aceitar ela do jeito que ela é. Respeitar seus limites e seus sentimentos.

Então insira seu filho nas suas viagens, converse com ele durante o caminho, façam brincadeiras e se preciso, seja flexível! Quebre suas regras e seja feliz. As partes chatas e desafiadoras de viajar com os filhos pequenos passam e ficam as lembranças boas.

Prontos pra pegar a estrada?

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Cris Schneider

Roteiro de 1 dia na Serra Catarinense: Bom Jardim da Serra + Urubici

Nós adoramos subir a serra independente da época do ano, mas no inverno é muito mais especial! O frio, as paisagens bucólicas cobertas pela neblina, aquelas delícias gastronômicas que você só encontra por lá… é o programa perfeito pra um final de semana! Seja a dois, seja em família ou com os amigos.

No final de semana resolvemos fazer um passeio bate-volta pela região e algumas pessoas me pediram lá no @familiaaventureira pra dar mais informações, dicas de pontos turísticos e montar um roteiro pra essa pequena roadtrip.

Claro que existe muito mais na serra catarinense do que Bom Jardim da Serra e Urubici, mas vou falar desses dois lugares porque foram o que nós visitamos dessa vez e também porque de longe, são os nossos lugares preferidos daqui de Santa Catarina.

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Estrada em Grão Pará

Pra poder aproveitar ao máximo esse passeio, a primeira coisa que você tem que saber é a distância da sua cidade até lá e quantas horas você irá passar na estrada. Nós moramos em Floripa, a 229km de Bom jardim, o que dá mais ou menos 3h de viagem. Se você tem filhos pequenos e segue religiosamente a velocidade permitida, pode acrescentar mais uns 40 minutos no seu trajeto. Fora que as paisagens que você encontra pelo caminho são tão lindas, que vale a pena ir sem pressa pra curtir cada momento. Feito isso, saia de casa antes mesmo do sol nascer pra ter de fato um dia inteiro pra aproveitar.

Nosso plano era sair de casa umas 6h mas como somos uma familía suuuper agilizada e organizada, saímos de Floripa as 7h da manhã após apertar o botão de soneca pelo menos umas 5x. Fez um dia de sol lindo e a estrada estava super tranquila. Pegamos a BR 101 sentido sul, saindo em tubarão e fomos em direção a Serra do Rio do Rastro. Já tínhamos descido a Serra do rio do Rastro em uma das nossas idas pra Urubici mas dessa vez, resolvemos fazer o caminho inverso. Pra quem ainda não conheçe, recomendo MUITO que visitem! E não só o mirante, que dá a vista panorâmica do lugar, recomendo que peguem essa estrada mesmo! É surreal andar por cada curva extremamente acentuada, quase sem visibilidade a frente e completamente envolta pela natureza. Algumas curvas possuem recuo com mirantes em que você pode parar o carro e ver um pouquinho mais de perto esse lugar de tirar o fôlego. A Serra inteira possui mais ou menos 250 curvas e em 2012 foi eleita uma das estradas mais espetaculares e desafiadoras do mundo. A estrada começa em Lauro Muller e termina em Bom Jardim da Serra, onde está o mirante principal que eu citei ali em cima.

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Estrada da Serra do Rio do Rastro

Mas antes de parar no Mirante da Serra do Rio do Rastro, viramos pro lado oposto e fomos visitar um lugar que já estava na minha listinha faz tempo: O Canion da Ronda e o Parque Eólico.

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Canion da Ronda

Sou apaixonada, fascinada, obcecada (ou aloca) por cânions, mas eles são de difícil acesso e quase impossíveis de ir com crianças. Então ter a oportunidade de visitar um e levar a Helena comigo, fez com que o Canion da Ronda se tornasse minha prioridade nesse passeio. O Canion está dentro de uma propriedade privada e você precisa pagar uma taxa de R$10 para entrar (somente em dinheiro –  crianças não pagam). O acesso se dá por uma escadaria e depois uma caminhada relativamente curta, até a beira. O lugar é tão imenso que tem chão até você não enxergar mais.

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Acesso ao Canion da Ronda

 

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Como qualquer lugar com altitude, os ventos são fortíssimos, a ponto de você ter dificuldade de segurar o celular ou a câmera pra tirar uma foto. A Helena precisou andar de mãos dadas com a gente o tempo todo, porque ela literalmente caiu no chão com a força do vento quando quis andar sozinha. Então além de proteger bem as crianças do frio e do vento, é preciso ter atenção redobrada com elas, pois não há nenhuma barreira de proteção e como o nome já diz, é um cânion, você está andando e de repente tem um grande penhasco de 1.457 metros de altura. Pra quem tem sling, acredito que não exista forma mais segura de levar os babys e os manter quentinhos e protegidos. Mas tudo isso é mais que compensando com uma das vistas mais lindas de Santa Catarina, JURO! Ficamos lá um tempão só admirando a paisagem.

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Voltando pra estrada principal, um pouquinho mais a frente, fica o mirante que te dá uma vista dos canions e da estrada da Serra do Rio do Rastro completa. Como na serra tem muita neblina e serração, dizem que o melhor horário pra ter visibilidade total é entre 11h e 13h. Saímos de lá exatamente nesse horário e seguimos na estrada em direção a outro ponto bem conhecido, a Cascata da Barrinha. O lugar é bem bonito e o acesso se dá pela lateral da Churrascaria Cascata, que por ser um dos únicos restaurantes da região e ter uma vista estratégica pra cascata, acaba sendo a opção mais procurada e certeira pra fazer uma parada pro almoço.

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Cascata da Barrinha


Saindo de lá, colocamos o pé no acelerador e fomos direto pra Urubici pois queríamos subir o Morro da Igreja e pra isso, precisávamos pegar a autorização no centro da cidade (a autorização só é válida pro dia da retirada e a sede da ICMBIO só funciona até as 17h). Como a procura é muito grande nesta época, o período de permanência no Morro da Igreja é de 15 minutos e você só pode subir depois que outro veículo desça. Pegamos uma fila de 7 carros e ficamos uns 25 minutos esperando.

A vista de lá fala por si só e se você tiver sorte ( que não é o nosso caso ) você poderá ver a Pedra Furada, outro ponto bem conhecido mas que está com o acesso temporariamente fechado por conta de obras.

Depois de ver o ponto turístico mais conhecido de Urubici, era hora de ir pra última parada do nosso roteiro, a Serra do Corvo Branco. O atrativo é que a estrada se encontra entre o maior corte em rocha do Brasil, são 90 metros de profundidade. O local estava bem cheio e pra minha surpresa, tinha até foodtrucks servindo lanches e café. Nesse ponto a Helena já estava em sono profundo dentro do carro, então descemos só pra ver o pôr do sol e sentir a energia desse lugar lindo.

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Serra do Corvo Branco


Hora de ir embora, porque além de escurecer cedo, não existe postes com iluminação nesse ponto e a neblina torna as estradas ainda mais perigosas. Você pode fazer o retorno e voltar pelo centro de Urubici ou aproveitar e descer a Serra do Corvo Branco todinha até chegar em Grão Pará. Caso já esteja tarde, recomendo voltar pelo centro de Urubici, parar pra comer algo por lá e aí pegar a estrada novamente. Um dos lugares que gostamos muito de comer, é no Café Colonial Lenha no Fogo, eles tem várias opções de tortas, pratos típicos da região, queijos, chocolate quente e muitas geléias caseiras, tudo a um preço acessível e crianças não pagam! Mas talvez mudem de ideia depois de terem visto a Helena comer.. sorry! hahahaha Caso você ainda tenha pelo menos 1h até o pôr do sol, vale a pena estender a volta pra casa descendo pela Serra do Corvo Branco. A estrada é linda e te dá uma vista panorâmica surreal dos Canions de Urubici.

 

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Vista do final da Serra do Corvo Branco

Nesse dia, já estava escuro e a neblina já estava surgindo mas queríamos muito descer essa estrada, então decidimos de última hora dormir no carro dentro de um camping e seguir viagem no dia seguinte pela manhã. Mas essa é uma história que vale a pena deixar pra contar em um outro momento, em post diferente.

E assim termina o nosso roteiro de 1 dia na Serra Catarinense! Urubici está cheio de atrações lindíssimas mas não tem como visitar todas em um único dia, fato. Coloquei aqui o roteiro que nós fizemos e sim, teria vários outros lugares pra indicar e farei isso num próximo post. Mas se  você está procurando um passeio bate-volta pelos lugares mais bonitos da região, com toda certeza esse roteiro não vai te decepcionar!

Espero que gostem e se fizerem o passeio, não deixem de nos contar o que acharam por aqui ou lá no @familiaaventureira

Beijão!
Cris

Vila Encantada

Quando fui dar uma pesquisada sobre Pomerode pra montar um roteiro além da Osterfest (que contei aqui), descobri esse lugar e de cara ele se tornou parada obrigatória pra gente. Sempre estamos atrás de opções educativas pra ela e o Vila Encantada é muito mais do que isso.

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O parque é dividido em várias vilas, visando diferentes fases do desenvolvimento das crianças e que tem como tema central: O Mundo na época dos Dinossauros. Por todo o parque, estão espalhadas várias estátuas de diferentes espécies de dinossauros e é possível fazer visitas guiadas onde é explicado sobre cada espécie e seus costumes. Existe uma área chamada Vila do Paleontólogo, em que uma caixa de areia simula um sitio de escavação e os pequenos podem cavar até encontrar alguns ossos. Além disso, o parque conta com a Vila da Aventura, que se assemelha a aqueles brinquedos de parquinhos, com rampas, pontes, casinhas, tuneis e escorredores.. mas em uma versão enorme, a quase 15 metros de altura. São 5 torres interligadas por pontes suspensas, tuneis e vários obstáculos, que visam estimular o desenvolvimento motor das crianças e dando total liberdade pra que o mesmo escolha por onde ir, já que existe várias entradas e saídas. Tudo extremamente seguro e no meio das árvores. Nem preciso dizer que esse é o atrativo mais disputado do lugar, né?

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E o melhor? O brinquedo também é para adultos e os papais são super incentivados a ir brincar junto com os filhos.  Tem pais que não gostam, alguns não se importam.. mas sempre que a Helena vai em algum brinquedo e ela precisa ir sozinha ou quando somente um de nós pode ir com ela, a gente fica com aquela cara de cachorro pidão, porque realmente gostamos de brincar juntos! Então foi uma ótima surpresa quando entramos no parque e vimos que poderíamos subir com ela.

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Lá, ela (e a gente) gastou o restinho de energia que ainda tinha e subiu e desceu do brinquedo mais vezes que consigo lembrar! Chegou uma hora que nos sentamos num banco embaixo do brinquedo e só ficamos observando ela. Em volta de todos os brinquedos existem vários bancos pra quem quiser ficar pelo chão, além de um café no ladinho, com uma vista ampla pra quem quer acompanhar os filhos de longe e bater papo.


Por último, há uma casa dentro da vila em que cada cômodo é um espaço destinado ao desenvolvimento visual e motor dos pequenos, além de um espaço somente para os bebês.. com piscina de bolinhas, escorregador, painéis com luzes e sons e uma lojinha super fofa com absolutamente TUDO que você imaginar com a temática de Dinossauros e muitos livros e materiais educativos.


Quem estiver passando por Pomerode com a família não pode deixar de levar os pequenos pra conhecer e se divertir nesse lugar super legal.

Pra saber mais sobre o primeiro parque educativo de Santa Catarina, é só entrar aqui:
Vila Encantada

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Osterfest – Pomerode

No primeiro dia do mês, começou a 10ª edição da Osterfest, a tradicional festa da Páscoa que acontece em Pomerode. Já tínhamos ouvido falar sobre a festa e queríamos muito ir esse ano. Nossa ideia era ir pra Osterfest mas também conhecer a cidade, que ainda não conhecíamos. Mas como até comentei lá no ig, esse ano está voando e quando percebemos e era véspera da festa e estávamos sem reservas e sem roteiro montado. Então resolvemos fazer uma viagem bate volta, apenas pra curtir a festa e visitar alguns pontos turísticos ao redor do evento.

Assim que chegamos em Pomerode já ficamos apaixonados pelo lugar. Que cidadezinha mais linda! Várias casinhas no estilo enxaimel, um estilo de construção típico das cidades de colonização alemã com jardins super bem cuidados e inúmeras árvores repletas de casquinhas do ovo em comemoração da Páscoa. A cidade é conhecida por ter a maior concentração de casas nesse estilo e também por ser a cidade mais alemã do Brasil. Minha descendência é alemã, então fiquei muito feliz em poder mostrar pra Helena um pouquinho mais da cultura da nossa família e dos seus antepassados.

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Chegamos no Centro Cultural de Pomerode em torno do meio dia e pra nossa surpresa, estava muito tranquilo! Depois ficamos sabendo que o primeiro final de semana do evento é sempre o melhor pra quem não curte aquela muvuca toda (demos sorte! Como o sol estava muito forte e estava fazendo muito calor, olhamos o mapa das atrações e fomos direto achar um lugar pra comer. O evento conta com vários quiosques dos melhores restaurantes da região, mas optamos por ir em um restaurante fora do evento pra encontrar opções de acordo as restrições da Helena. Almoçamos no Bierwein, um restaurante novo ao lado da fábrica da Cervejaria Schornstein, que tinha um buffet livre cheio de saladas e que não cobra o consumo pra crianças abaixo de 5 anos. A Helena ficou super feliz só nas saladinhas e eu e o Henrique aproveitamos pra comer um dos pratos mais tradicionais de lá, o marreco recheado com chucrute.

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Retornamos pro evento e fomos conhecer a Osterbaum, a famosa árvore que já entrou pro Guiness Book como a maior árvore de casquinhas de ovos naturais. Esse ano a árvore conta com 100 mil casquinhas, todas doadas e pintadas a mão pela própria comunidade. Em torno da árvore, várias casinhas tipo casinhas de boneca e ao lado, uma vila de casinha que fazem um corredor de entrada pro evento. A Helena amou e foi batendo de porta em porta pra ver se os coelhinhos estavam em casa hahaha Algumas das casinhas estavam abertas para as crianças brincarem e a Helena ficou um bom tempo lá, maravilhada! Inclusive até achou uma vassourinha e ficou limpando o lugar (mais minha filha impossível).

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Depois passamos por um stand de livros educativos, cheio de livros incríveis e o mais legal é que adquirindo um livro, você ganha um ingresso pro Vila Encantada, um parque educativo que fica próximo ao Centro Cultural e que vou falar mais a respeito num próximo post porque tem muito pra falar sobre ele. Ao lado, há um stand de pintura facial, outro de pintura de casquinhas de ovos e uma fazendinha com passeio de pônei para os pequenos.

Do outro lado, há várias lojinhas com itens de páscoa a venda, como casquinhas de ovos, coelhinhos, itens de decoração e bolachinhas decoradas. Além de uma lojinha super fofa de chocolates da Nugali (que não entramos pra não deixar a Helena na vontade)

Já na praça de alimentação, como eu disse lá em cima, estão espalhados vários quiosques dos restaurantes mais conhecidos de Pomerode. Aproveitamos o cansaço da Helena pra provar um pouco mais da culinária tradicional e pedimos a Bratwurst (uma salsicha alemã) no quiosque do Wunderwald, um restaurante típico colonial, enquanto ela descansava e ouvia a banda.

Depois seguimos pro Vila Encantada, pra conhecer o Parque dos Dinossauros e eu vou falar mais sobre ele outro dia.
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Saindo do Parque fizemos um passeio de Kutsche, os antigos de carros de mola que eram usados como táxi, pelo centro da cidade e vimos alguns dos pontos turísticos.

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Fiquei impressionada com a estrutura e organização do evento. Todo o local tem rampas de acesso e ampla mobilidade para cadeirantes e carrinhos de bebê. Os banheiros são super limpos e possuem fraldário pros pequenos. A rua que dá acesso ao local fica fechada para os pedestres no horário do evento. Tem estacionamento de sobra e muita segurança. Também nunca vi tantas famílias e tantos bebês fofos num lugar só! Com certeza esse é o tipo de evento perfeito pra curtir em família.

Retornando do passeio, o Henrique resolveu participar da brincadeira de tiro ao alvo, que premia quem acerta a maior pontuação do alvo com um refri ou chopp. Ele estava determinado a ganhar e não é que conseguiu?

Nisso o dia chegou ao fim, assim como as energias da Helena e resolvemos ir embora. Mas antes, passamos pelo restaurante Wunderwald pra conhecer um pouco mais dos pratos típicos além dos que estavam servindo no evento. Que lugar maravilhoso!

O restaurante é uma casa de enxaimel de 1892, toda decorada com objetos antigos característicos da época colonial, com quadros e bandeiras da Pomerânia, em referência aos imigrantes pomeranos que colonizaram a cidade. O espaço tem uma área kids enorme e super fofa que com toda certeza deve ser uma mão na roda pros pais.

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A Helena já havia jantado no carro e estava com muito sono, então eles fizeram uma caminha pra ela do lado da nossa mesa, pra que ela pudesse dormir e a gente pudesse jantar tranquilamente. Pedimos uma porção de Bratwurst e um prato chamado Spätzle, uma massa típica alemã criada na região da Suábia e que hoje é super popular no mundo todo por ser uma massa super simples pra fazer em casa. De sobremesa pedimos o sorvete frito, que já fazia muito tempo que queria provar e amei! E também o sagu de vinho, uma das minhas sobremesas preferidas.

Aproveitamos pra conversar com os garçons que foram super gentis e nos deram várias dicas legais pra quando voltarmos. Eu já tinha feito uma pesquisa e separado algumas coisas que queria fazer por lá mas como fomos com o foco na festa, vamos nos programar pra voltar lá com um roteiro diferente e com mais tempo pra conhecer esse pedacinho da Alemanha.

A Osterfest vai até o dia 1/04 e acontece de quinta a domingo. A entrada é gratuita mas algumas atividades são pagas. Todos os estabelecimentos aceitam cartão.

Pra mais informações sobre a festa e sobre a cidade, só clicar aqui.