Ilha do Campeche

Lá no post sobre o Museu Histórico de Santa Catarina eu falei como é comum pensarmos sempre em viajar pra  longe e conhecer tão pouco onde moramos e que nessas férias, nós faríamos alguns roteiros por aqui. Um deles, era a famosa Ilha do Campeche, que começou a receber um destaque maior no ano passado. Já queríamos ir a um tempo, mas devido a procura, tínhamos que agendar com MUITA antecedência e nunca dava certo. Esse ano não foi diferente! Planejamos um mês antes mas no dia agendado, Floripa ficou praticamente embaixo d`agua devido a chuva e os passeios foram suspensos. Só havia vaga pra duas semanas depois e nossas férias já teriam acabado até lá, mas não queríamos perder a oportunidade de ir e aceitamos.

Existem alguns trajetos de barco que você pode escolher pra chegar até a Ilha, saindo da Armação, da Barra da Lagoa e do próprio Campeche. Quando fomos escolher um deles, levamos em consideração alguns fatores: tempo, conforto e percurso. Isso somado ao fato de que estávamos levando a Helena, o que implica algumas condições. Porque toda mãe/pai sabe que ir pra praia com bebê é aqueeeele acampamento (roupa, brinquedo, chapéu, guarda-sol etc) e devido as alergias alimentares dela, precisamos levar toda a comida/bebida que ela consome. Além disso, não dá pra expor um bebê/criança direto no sol durante um passeio de barco sem toldo (Não é frescura! Fizemos isso na volta da Trilha da Lagoinha do Leste e não foi legal, as crianças tem a pele muito sensível e não tem protetor solar que faça milagre)

Os passeios saindo da Armação duram em torno de 40 minutos e são os próprios pescadores que fazem esse trajeto. Saindo do Campeche, é uma travessia curtinha, de mais ou menos 15min feita com botes infláveis. Já saindo da Barra da Lagoa, o passeio dura em torno de 1h20min e é feita com embarcações fechadas.

Optamos  pela Escuna Querubim I, com saída da Barra da Lagoa, por ser maior e fechada. Assim poderíamos aproveitar todo o passeio sem neura com o sol! Eu só tinha visto fotos pela página deles no face e não fazia muita ideia do que nos aguardava, mas logo de cara fomos surpreendidos de forma positiva! A escuna é bem grande, o chão tem carpete, banheiros equipados e limpos, existem tomadas pra carregar os celulares, bancos de sobra e mesas cheia de frutas e água gelada a disposição, além de um atendimento excelente da tripulação.

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Escolhemos um lugar, nos sentamos, nos servimos e aproveitamos um dos passeios mais tranquilos e lindos que a gente já fez. Esse trajeto te dá a oportunidade de ter uma vista de outro ângulo do Farol da Barra da Lagoa, do costão, das piscinas naturais e das Praias da Galheta, Mole, Joaquina, Campeche e Gravatá. É um passeio único, com paisagens de tirar o fôlego, que nos rendeu muitos cliques.

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Chegando na Ilha fomos recepcionados pelos monitores, que nos explicaram as regras para a permanência lá. Como a Ilha é um patrimônio histórico e tombado, ela pode receber apenas a quantia de 800 pessoas por dia e você só pode permanecer no local por 4h. Existem trilhas terrestres e aquáticas mas você só pode faze-las monitorado por um guia (é pago uma taxa simbólica). Há também um restaurante, banheiros e serviço de aluguel de cadeiras e guarda-sol.

E falando em guarda-sol, recomendo que levem! Com ou sem crianças. Não tem muita sombra, durante o período de permanência na ilha (11h – 15h) o sol está muito forte e o aluguel do guarda-sol fica na faixa dos R$30. Nós levamos e mesmo com protetor solar fator translúcido, tomei O torrão!

Quanto a cor da água, não preciso dizer muito! Basta olhar as fotos. É transparente e você pode nadar observando os peixes. Foi difícil ficar mais que alguns minutos na areia. A Helena não parou quieta um único segundo mas por ser aquela calmaria, deu pra deixar ela solta indo e voltando da água pra areia enquanto ela enchia seu baldinho de água pra fazer castelos.

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Depois de algumas horas dentro daquele sonho, a escuna voltou pra nos buscar com uma mesa cheinha de fatias de melancia. Nem preciso dizer que a Helena comeu quantas ela pode até cair no sono.

Agora já podemos riscar a Ilha do Campeche do nosso caderninho de metas pra 2018! Mas com certeza queremos voltar lá outras vezes, porém fora da temporada pra aproveitarmos as trilhas e as outras atividades guiadas com calma.

Pra mais informações sobre a Escuna Querubim I e o passeio pra Ilha do Campeche, basta clicar aqui

Palácio Cruz e Sousa – Museu Histórico de Santa Catarina

Florianópolis é conhecida pelas suas praias e belezas naturais, o que atrai muitos turistas ao longo do ano, especialmente no verão, óbvio! Quem mora aqui ou já conhece a cidade, sabe que nessa época do ano é muito comum chover bastante e o primeiro lugar que os turistas pensam em ir, são os shoppings. Mas apesar de poucas (ao nosso ver) existem sim, algumas opções legais pra conhecer em Floripa, quando o tempo não está pra praia.

Uma delas, é o Palácio Cruz e Sousa, tombado como patrimônio histórico do estado nos anos 80 e que mantém em seu interior a arquitetura do final do século XIX, conciliando com estilos anteriores como o Barroco e o Neoclássico, assim como móveis, pinturas e objetos das pessoas que moravam no Palácio. Tudo exposto como se ele ainda fosse habitado.

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O Palácio, antes conhecido como Palácio Rosado, recebeu este nome em homenagem ao poeta João Cruz e Sousa, nascido em Desterro (hoje chamada de Florianópolis) em 1861 e falecido em 1898. Em 2007, seus restos mortais foram depositados em uma urna, que se encontra no Museu Histórico de Santa Catarina, localizando dentro do Palácio.

Não é engraçado que quando viajamos, queremos conhecer os pontos turísticos, os museus, praças, a história do local e seus costumes mas não temos o hábito de fazer isso na nossa própria cidade? Já faz 8 anos que o Henrique mora em Florianópolis e ele ainda não conhecia o local. Então quando resolvemos passar parte das férias aqui em floripa, montei um roteiro dos pontos turísticos daqui que ele ainda não conhecia e esse foi um dos primeiros que visitamos.

Como tínhamos um cronograma cheio, o único dia disponível era o domingo. A princípio achei que esse seria o pior dia pra irmos, devido ao movimento. Mas pra nossa surpresa, estava vazio! O que nos possibilitou conhecer com calma cada canto do lugar e conhecer um pouco mais sobre a história e o passado de Santa Catarina.

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Eu costumo dizer que sinto que nasci na época errada e fazendo o tour por lá, não tem como não ter vontade de viver em outra época (famoso sonho de princesa hahaha). Aqueles salões imensos, um apenas com cadeiras em volta de um piano.. outro com uma mesa de jantar imensa, ainda com as louças da época em cima.

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Um dos lugares que me chamou atenção, foi o quarto das crianças. Uma salinha pequena, estrategicamente escondida por uma série de portas pelo lado de dentro mas ao mesmo tempo, com uma porta de acesso para os fundos do palácio ( possivelmente pensada pra uma fuga? ) e na parede, um quadro de uma mãe e sua filha. Não consegui ler os nomes porque tinha um cordão de isolamento mas fiquei pensando na história delas, em como seria criar filhos morando em um lugar assim, em uma época completamente diferente da nossa..

Eu já conhecia o Palácio desde criança, pois a minha escola costumava fazer passeios escolares lá. E já naquela época, coisa de 20 anos atrás, contavam que o palácio era mal assombrado.. talvez pra assustar as crianças e as impedir de saírem correndo pelos cantos mais escuros do lugar.. mas de qualquer forma, era muito propagada a história de pequenos vultos passando pelas salas, badaladas de um relógio antigo que não funciona, teclas do piano sendo apertadas sem ninguém por perto.. e a caixa de música tocando sozinha.

Lá no quartinho das crianças, tirei uma foto minha e da Helena de frente pro espelho e pra minha surpresa, notei um borrão atrás de nós. A princípio, achei que fosse uma sujeira no espelho, mas observando o espelho, vi que ele estava limpo e sem nenhuma mancha do “tempo”. Talvez com o imaginário aguçado pelas histórias do lugar, acabamos enxergando no borrão, a figura de uma criança escondida atrás de uma das porta. (A foto está na galeria acima, só clicar em cima e ampliar pro tamanho original)

Verdade ou não, como qualquer lugar que foi palco de grandes histórias e decisões importantes pro destino do nosso estado. O local tem uma energia muito diferente e desperta o interesse de qualquer um a abrir as portas das salas mais isolados, que se encontram no escuro e deixadas entreabertas.

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Sendo turista ou não, vale muito a pena visitar o palácio e conhecer um pouco mais sobre a antiga casa do governo do estado e sobre a cultura da nossa cidade.

Pra mais informações:
Museu Histórico de Santa Catarina