Vila Encantada

Quando fui dar uma pesquisada sobre Pomerode pra montar um roteiro além da Osterfest (que contei aqui), descobri esse lugar e de cara ele se tornou parada obrigatória pra gente. Sempre estamos atrás de opções educativas pra ela e o Vila Encantada é muito mais do que isso.

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O parque é dividido em várias vilas, visando diferentes fases do desenvolvimento das crianças e que tem como tema central: O Mundo na época dos Dinossauros. Por todo o parque, estão espalhadas várias estátuas de diferentes espécies de dinossauros e é possível fazer visitas guiadas onde é explicado sobre cada espécie e seus costumes. Existe uma área chamada Vila do Paleontólogo, em que uma caixa de areia simula um sitio de escavação e os pequenos podem cavar até encontrar alguns ossos. Além disso, o parque conta com a Vila da Aventura, que se assemelha a aqueles brinquedos de parquinhos, com rampas, pontes, casinhas, tuneis e escorredores.. mas em uma versão enorme, a quase 15 metros de altura. São 5 torres interligadas por pontes suspensas, tuneis e vários obstáculos, que visam estimular o desenvolvimento motor das crianças e dando total liberdade pra que o mesmo escolha por onde ir, já que existe várias entradas e saídas. Tudo extremamente seguro e no meio das árvores. Nem preciso dizer que esse é o atrativo mais disputado do lugar, né?

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E o melhor? O brinquedo também é para adultos e os papais são super incentivados a ir brincar junto com os filhos.  Tem pais que não gostam, alguns não se importam.. mas sempre que a Helena vai em algum brinquedo e ela precisa ir sozinha ou quando somente um de nós pode ir com ela, a gente fica com aquela cara de cachorro pidão, porque realmente gostamos de brincar juntos! Então foi uma ótima surpresa quando entramos no parque e vimos que poderíamos subir com ela.

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Lá, ela (e a gente) gastou o restinho de energia que ainda tinha e subiu e desceu do brinquedo mais vezes que consigo lembrar! Chegou uma hora que nos sentamos num banco embaixo do brinquedo e só ficamos observando ela. Em volta de todos os brinquedos existem vários bancos pra quem quiser ficar pelo chão, além de um café no ladinho, com uma vista ampla pra quem quer acompanhar os filhos de longe e bater papo.


Por último, há uma casa dentro da vila em que cada cômodo é um espaço destinado ao desenvolvimento visual e motor dos pequenos, além de um espaço somente para os bebês.. com piscina de bolinhas, escorregador, painéis com luzes e sons e uma lojinha super fofa com absolutamente TUDO que você imaginar com a temática de Dinossauros e muitos livros e materiais educativos.


Quem estiver passando por Pomerode com a família não pode deixar de levar os pequenos pra conhecer e se divertir nesse lugar super legal.

Pra saber mais sobre o primeiro parque educativo de Santa Catarina, é só entrar aqui:
Vila Encantada

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Osterfest – Pomerode

No primeiro dia do mês, começou a 10ª edição da Osterfest, a tradicional festa da Páscoa que acontece em Pomerode. Já tínhamos ouvido falar sobre a festa e queríamos muito ir esse ano. Nossa ideia era ir pra Osterfest mas também conhecer a cidade, que ainda não conhecíamos. Mas como até comentei lá no ig, esse ano está voando e quando percebemos e era véspera da festa e estávamos sem reservas e sem roteiro montado. Então resolvemos fazer uma viagem bate volta, apenas pra curtir a festa e visitar alguns pontos turísticos ao redor do evento.

Assim que chegamos em Pomerode já ficamos apaixonados pelo lugar. Que cidadezinha mais linda! Várias casinhas no estilo enxaimel, um estilo de construção típico das cidades de colonização alemã com jardins super bem cuidados e inúmeras árvores repletas de casquinhas do ovo em comemoração da Páscoa. A cidade é conhecida por ter a maior concentração de casas nesse estilo e também por ser a cidade mais alemã do Brasil. Minha descendência é alemã, então fiquei muito feliz em poder mostrar pra Helena um pouquinho mais da cultura da nossa família e dos seus antepassados.

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Chegamos no Centro Cultural de Pomerode em torno do meio dia e pra nossa surpresa, estava muito tranquilo! Depois ficamos sabendo que o primeiro final de semana do evento é sempre o melhor pra quem não curte aquela muvuca toda (demos sorte! Como o sol estava muito forte e estava fazendo muito calor, olhamos o mapa das atrações e fomos direto achar um lugar pra comer. O evento conta com vários quiosques dos melhores restaurantes da região, mas optamos por ir em um restaurante fora do evento pra encontrar opções de acordo as restrições da Helena. Almoçamos no Bierwein, um restaurante novo ao lado da fábrica da Cervejaria Schornstein, que tinha um buffet livre cheio de saladas e que não cobra o consumo pra crianças abaixo de 5 anos. A Helena ficou super feliz só nas saladinhas e eu e o Henrique aproveitamos pra comer um dos pratos mais tradicionais de lá, o marreco recheado com chucrute.

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Retornamos pro evento e fomos conhecer a Osterbaum, a famosa árvore que já entrou pro Guiness Book como a maior árvore de casquinhas de ovos naturais. Esse ano a árvore conta com 100 mil casquinhas, todas doadas e pintadas a mão pela própria comunidade. Em torno da árvore, várias casinhas tipo casinhas de boneca e ao lado, uma vila de casinha que fazem um corredor de entrada pro evento. A Helena amou e foi batendo de porta em porta pra ver se os coelhinhos estavam em casa hahaha Algumas das casinhas estavam abertas para as crianças brincarem e a Helena ficou um bom tempo lá, maravilhada! Inclusive até achou uma vassourinha e ficou limpando o lugar (mais minha filha impossível).

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Depois passamos por um stand de livros educativos, cheio de livros incríveis e o mais legal é que adquirindo um livro, você ganha um ingresso pro Vila Encantada, um parque educativo que fica próximo ao Centro Cultural e que vou falar mais a respeito num próximo post porque tem muito pra falar sobre ele. Ao lado, há um stand de pintura facial, outro de pintura de casquinhas de ovos e uma fazendinha com passeio de pônei para os pequenos.

Do outro lado, há várias lojinhas com itens de páscoa a venda, como casquinhas de ovos, coelhinhos, itens de decoração e bolachinhas decoradas. Além de uma lojinha super fofa de chocolates da Nugali (que não entramos pra não deixar a Helena na vontade)

Já na praça de alimentação, como eu disse lá em cima, estão espalhados vários quiosques dos restaurantes mais conhecidos de Pomerode. Aproveitamos o cansaço da Helena pra provar um pouco mais da culinária tradicional e pedimos a Bratwurst (uma salsicha alemã) no quiosque do Wunderwald, um restaurante típico colonial, enquanto ela descansava e ouvia a banda.

Depois seguimos pro Vila Encantada, pra conhecer o Parque dos Dinossauros e eu vou falar mais sobre ele outro dia.
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Saindo do Parque fizemos um passeio de Kutsche, os antigos de carros de mola que eram usados como táxi, pelo centro da cidade e vimos alguns dos pontos turísticos.

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Fiquei impressionada com a estrutura e organização do evento. Todo o local tem rampas de acesso e ampla mobilidade para cadeirantes e carrinhos de bebê. Os banheiros são super limpos e possuem fraldário pros pequenos. A rua que dá acesso ao local fica fechada para os pedestres no horário do evento. Tem estacionamento de sobra e muita segurança. Também nunca vi tantas famílias e tantos bebês fofos num lugar só! Com certeza esse é o tipo de evento perfeito pra curtir em família.

Retornando do passeio, o Henrique resolveu participar da brincadeira de tiro ao alvo, que premia quem acerta a maior pontuação do alvo com um refri ou chopp. Ele estava determinado a ganhar e não é que conseguiu?

Nisso o dia chegou ao fim, assim como as energias da Helena e resolvemos ir embora. Mas antes, passamos pelo restaurante Wunderwald pra conhecer um pouco mais dos pratos típicos além dos que estavam servindo no evento. Que lugar maravilhoso!

O restaurante é uma casa de enxaimel de 1892, toda decorada com objetos antigos característicos da época colonial, com quadros e bandeiras da Pomerânia, em referência aos imigrantes pomeranos que colonizaram a cidade. O espaço tem uma área kids enorme e super fofa que com toda certeza deve ser uma mão na roda pros pais.

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A Helena já havia jantado no carro e estava com muito sono, então eles fizeram uma caminha pra ela do lado da nossa mesa, pra que ela pudesse dormir e a gente pudesse jantar tranquilamente. Pedimos uma porção de Bratwurst e um prato chamado Spätzle, uma massa típica alemã criada na região da Suábia e que hoje é super popular no mundo todo por ser uma massa super simples pra fazer em casa. De sobremesa pedimos o sorvete frito, que já fazia muito tempo que queria provar e amei! E também o sagu de vinho, uma das minhas sobremesas preferidas.

Aproveitamos pra conversar com os garçons que foram super gentis e nos deram várias dicas legais pra quando voltarmos. Eu já tinha feito uma pesquisa e separado algumas coisas que queria fazer por lá mas como fomos com o foco na festa, vamos nos programar pra voltar lá com um roteiro diferente e com mais tempo pra conhecer esse pedacinho da Alemanha.

A Osterfest vai até o dia 1/04 e acontece de quinta a domingo. A entrada é gratuita mas algumas atividades são pagas. Todos os estabelecimentos aceitam cartão.

Pra mais informações sobre a festa e sobre a cidade, só clicar aqui.

Passeio a cavalo pela praia do Moçambique com o Haras Ypê

Quem nunca viu pessoas andando a cavalo em algumas praias de Floripa? Sempre que estávamos na praia e isso acontecia, eu falava: Nossa, adoraria fazer isso um dia! Mas sempre pensei que esses cavalos eram dos próprios moradores, por isso nunca pesquisei a respeito e fiquei só na vontade. Então semana passada, por obra do destino (e uma indicação maravilhosa de uma querida que seguimos lá no ig) descobrimos o Haras Ypê e eles nos convidaram para conhecer o espaço e fazer um passeio a cavalo.

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Chegando no Haras, fomos recepcionados pelo Arthur e pela Handreoara, os proprietários e nossos guias durante o passeio. Eles nos apresentaram o local e logo já foram preparar os cavalos.

O Haras é um cantinho super família localizado no Rio Vermelho e conta com quase 60 cavalos da raça Mangalarga Marchador, que são cuidados pelo casal e adestrados pelo próprio Arthur. O amor pelos cavalos é visível em cada detalhe e cada gesto. Os animais são extremamente bem cuidados e muito dóceis! O que foi um prato cheio pra Helena, que não poupou carinhos e beijinhos.

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Como mãe protetora que sou, levei a Helena comigo em uma égua e o Henrique foi sozinho em outra. Em outro cavalo, estava a Mari, que é nossa amiga e a responsável por esses cliques lindos. Junto com nossos guias,  começamos nosso passeio pelo Rio Vermelho em uma área particular repleta de árvores e muitas flores pelo chão, até chegarmos no Parque Estadual do Rio Vermelho, que já conhecemos e amamos.

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O parque tem uma mistura de floresta, restinga e um vasto caminho de pinheiros. Por conta das chuvas, alguns trechos estavam alagados, tornando o visual ainda mais idílico. Depois passamos pelas dunas até chegarmos na praia do Moçambique.

 

Gente, que sonho! Todo o visual é simplesmente deslumbrante.. mas andar a cavalo na areia da praia olhando o mar, com as ondas chegando até as patas dos cavalos e passando por baixo de nós, é uma sensação indescritível!

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Eu e o Henrique já havíamos andado a cavalo antes, mas essa foi a primeira vez que a Helena montou em um e ela não poderia ter tido uma experiência melhor que essa. Durante todo o trajeto ela conversava com a Águia (nossa égua), dava beijos e abraços nela. Alguns estudos dizem que os cavalos são capazes de reconhecer nossas emoções e tenho certeza que a águia sentiu toda a pureza nos carinhos da Helena, pois a cada contato da Helena, ela virava e retribuía.
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Na volta, a Helena não resistiu ao balancinho e caiu no sono, enquanto a águia nos guiava com todo cuidado. Passamos novamente pelo parque, mas por outro trecho, repleto de lagos verdes, também formados pelas chuvas.

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Quando o passeio acabou, ficamos com aquele gostinho de quero mais e confesso que deu até uma tristezinha em ir pro chão.

Finalizamos nosso passeio no Haras, conhecendo a Pretinha, uma pônei linda demais e a Helena aproveitou pra dar uma voltinha nela, enquanto conversávamos um pouco mais sobre o Haras e os passeios que eles oferecem.

O passeio que fizemos, foi o diário, que ocorre todos os dias pela manhã e pela tarde. Mas além desse, o Haras Ypê oferece vários outros passeios super especiais que ficamos morrendo de vontade de fazer. Entre eles, estão a cavalgada da lua cheia, em que você pode ver o nascer da lua cheia direto da Praia do Moçambique e que oferece jantar na chegada e a cavalgada do amanhecer, em que você vê o nascer do sol mais lindo de Floripa e ainda desfruta de um super café da manhã no próprio Haras. Todos os passeios são registrados e as fotos são disponibilizadas no final.

Pra quem quer fazer algo especial com os pequenos ao ar livre e ter uma experiência única, com toda a segurança que qualquer mãe/pai preza, esse passeio é de longe a melhor opção! E pra quem quer fazer algo legal com seu amor, também é uma ótima pedida. Afinal quem não gostaria de ser surpreendido com um passeio desses, né? ♥

Muito obrigada Arthur e Handreoara pelo convite e por todo o cuidado conosco durante o passeio. Com certeza retornaremos!

Mais informações sobre o Haras Ypê, passeios, valores e agendamento:
Haras Ypê

Imagens: Arquivo pessoal e  Mari Merlim Fotografia
( Obrigada Mari por registrar esse momento sempre com esse olhar tão especial!)

Ilha do Campeche

Lá no post sobre o Museu Histórico de Santa Catarina eu falei como é comum pensarmos sempre em viajar pra  longe e conhecer tão pouco onde moramos e que nessas férias, nós faríamos alguns roteiros por aqui. Um deles, era a famosa Ilha do Campeche, que começou a receber um destaque maior no ano passado. Já queríamos ir a um tempo, mas devido a procura, tínhamos que agendar com MUITA antecedência e nunca dava certo. Esse ano não foi diferente! Planejamos um mês antes mas no dia agendado, Floripa ficou praticamente embaixo d`agua devido a chuva e os passeios foram suspensos. Só havia vaga pra duas semanas depois e nossas férias já teriam acabado até lá, mas não queríamos perder a oportunidade de ir e aceitamos.

Existem alguns trajetos de barco que você pode escolher pra chegar até a Ilha, saindo da Armação, da Barra da Lagoa e do próprio Campeche. Quando fomos escolher um deles, levamos em consideração alguns fatores: tempo, conforto e percurso. Isso somado ao fato de que estávamos levando a Helena, o que implica algumas condições. Porque toda mãe/pai sabe que ir pra praia com bebê é aqueeeele acampamento (roupa, brinquedo, chapéu, guarda-sol etc) e devido as alergias alimentares dela, precisamos levar toda a comida/bebida que ela consome. Além disso, não dá pra expor um bebê/criança direto no sol durante um passeio de barco sem toldo (Não é frescura! Fizemos isso na volta da Trilha da Lagoinha do Leste e não foi legal, as crianças tem a pele muito sensível e não tem protetor solar que faça milagre)

Os passeios saindo da Armação duram em torno de 40 minutos e são os próprios pescadores que fazem esse trajeto. Saindo do Campeche, é uma travessia curtinha, de mais ou menos 15min feita com botes infláveis. Já saindo da Barra da Lagoa, o passeio dura em torno de 1h20min e é feita com embarcações fechadas.

Optamos  pela Escuna Querubim I, com saída da Barra da Lagoa, por ser maior e fechada. Assim poderíamos aproveitar todo o passeio sem neura com o sol! Eu só tinha visto fotos pela página deles no face e não fazia muita ideia do que nos aguardava, mas logo de cara fomos surpreendidos de forma positiva! A escuna é bem grande, o chão tem carpete, banheiros equipados e limpos, existem tomadas pra carregar os celulares, bancos de sobra e mesas cheia de frutas e água gelada a disposição, além de um atendimento excelente da tripulação.

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Escolhemos um lugar, nos sentamos, nos servimos e aproveitamos um dos passeios mais tranquilos e lindos que a gente já fez. Esse trajeto te dá a oportunidade de ter uma vista de outro ângulo do Farol da Barra da Lagoa, do costão, das piscinas naturais e das Praias da Galheta, Mole, Joaquina, Campeche e Gravatá. É um passeio único, com paisagens de tirar o fôlego, que nos rendeu muitos cliques.

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Chegando na Ilha fomos recepcionados pelos monitores, que nos explicaram as regras para a permanência lá. Como a Ilha é um patrimônio histórico e tombado, ela pode receber apenas a quantia de 800 pessoas por dia e você só pode permanecer no local por 4h. Existem trilhas terrestres e aquáticas mas você só pode faze-las monitorado por um guia (é pago uma taxa simbólica). Há também um restaurante, banheiros e serviço de aluguel de cadeiras e guarda-sol.

E falando em guarda-sol, recomendo que levem! Com ou sem crianças. Não tem muita sombra, durante o período de permanência na ilha (11h – 15h) o sol está muito forte e o aluguel do guarda-sol fica na faixa dos R$30. Nós levamos e mesmo com protetor solar fator translúcido, tomei O torrão!

Quanto a cor da água, não preciso dizer muito! Basta olhar as fotos. É transparente e você pode nadar observando os peixes. Foi difícil ficar mais que alguns minutos na areia. A Helena não parou quieta um único segundo mas por ser aquela calmaria, deu pra deixar ela solta indo e voltando da água pra areia enquanto ela enchia seu baldinho de água pra fazer castelos.

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Depois de algumas horas dentro daquele sonho, a escuna voltou pra nos buscar com uma mesa cheinha de fatias de melancia. Nem preciso dizer que a Helena comeu quantas ela pode até cair no sono.

Agora já podemos riscar a Ilha do Campeche do nosso caderninho de metas pra 2018! Mas com certeza queremos voltar lá outras vezes, porém fora da temporada pra aproveitarmos as trilhas e as outras atividades guiadas com calma.

Pra mais informações sobre a Escuna Querubim I e o passeio pra Ilha do Campeche, basta clicar aqui

Pão de beijo (pão de queijo vegano)

Quando descobri das alergias alimentares da Helena, ela tinha apenas 3 meses e por conta da amamentação, eu precisei fazer a dieta de restrição dos alimentos que ela é alérgica. No começo foi complicado porque basicamente todas as receitas que eu conhecia tinham como ingrediente ovos, leites e derivados. E uma das que eu mais senti falta, foi o pão de queijo! Como viver sem?? Impossível né?! E como qualquer pessoa que cozinhe pra alérgicos sabe, improvisar e substituir são os segredos de qualquer receita restritiva. Então tratei de ir atrás de uma receita alternativa e não é que tinha mesmo? Isso já faz tempo e hoje essa receita não é nenhuma novidade. Mas volte meia acho alguém que ainda não conhece, então quis postar aqui pra propagar essa maravilha. Não vou mentir que o gosto é exaaaaaatamente igual porque não é! Mas ele é uma delícia e quebra MUITO o galho quando estamos com vontade de um pão de queijo quentinho. Encontrei essa receita no Presunto Vegetariano e o mais legal é que você pode modificar ela do jeito que você quiser usando temperos diferentes.

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Ingredientes:

2 xícaras (de chá) bem cheias de Batata doce  ( pode ser batata baroa) picada
1 e 1/2 xícara (de chá) de polvilho doce
1/2 xícara (de chá) de polvilho azedo
1 colher (de chá) de fermento químico em pó
1/4 de xícara (de chá) de água
5 colheres (de sopa) de óleo
1 colher (de chá) de sal ou mais se preferir

* Você pode colocar outros temperinhos como ervas desidratadas (orégano, pimenta, páprica) ou grãos, como linhaça por exemplo (que foi o que eu usei nessa receita)

** Nunca testei, mas já vi pessoas que no lugar dos temperos, colocam um pedacinho de goiabada. Eu amo goiabada e salivei só de pensar!

Modo de preparo:
Primeiro, corte a bata doce e cozinhe em uma panela com água fervente até que ela esteja macia. Escorra bem e amasse as batatas ainda quentes com um garfo, até obter um purê. Reserve. Pré-aqueça o forno a 210ºC.


Em uma vasilha, coloque o polvilho doce, o polvilho azedo, o fermento químico em pó e misture. Depois, Coloque a água, o óleo e o sal em uma panela pequena, misture e deixe ferver. Quando estiver borbulhando, desligue e jogue sobre a mistura dos polvilhos. Misture bem até virar uma farofa. Adicione o purê e misture tudo até obter uma massa bem uniforme. Se estiver grudando nos dedos, pode colocar um pouco mais de polvilho doce.

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Faça bolinhas em tamanho médio e coloque em uma assadeira antiaderente. Leve para assar por cerca de 40 minutos ou até os pãezinhos ficarem rachados e completamente assados e está pronto! Simples, né?

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Espero que gostem!

Pra ouvir em um final de semana chuvoso

 

Quem não gosta de acordar mais tarde no final de semana e tomar um café da manhã mais demorado, ouvindo uma musiquinha tranquila..? Aqui em casa é quase uma tradição, principalmente porque Florianópolis pode facilmente virar Chuvanópolis a qualquer momento e te fazer cancelar todos os seus planos ao ar livre. Como temos rotinas bem diferentes durante a semana e praticamente não nos vemos, nos finais de semana a gente gosta de preparar aquele café super especial, sentar juntos na mesa e conversar enquanto ouvimos música. Isso claro, naqueles dias em que não temos nenhuma trilha ou algo parecido planejado.. porque daí, é outra história!

Essa playlist é uma das nossas favoritas pra deixar rolando nas manhãs chuvosas, em que tudo que a gente quer é pegar uma xícara de café, se enrolar nas cobertas e relaxar.

 

 

 

 

 

Palácio Cruz e Sousa – Museu Histórico de Santa Catarina

Florianópolis é conhecida pelas suas praias e belezas naturais, o que atrai muitos turistas ao longo do ano, especialmente no verão, óbvio! Quem mora aqui ou já conhece a cidade, sabe que nessa época do ano é muito comum chover bastante e o primeiro lugar que os turistas pensam em ir, são os shoppings. Mas apesar de poucas (ao nosso ver) existem sim, algumas opções legais pra conhecer em Floripa, quando o tempo não está pra praia.

Uma delas, é o Palácio Cruz e Sousa, tombado como patrimônio histórico do estado nos anos 80 e que mantém em seu interior a arquitetura do final do século XIX, conciliando com estilos anteriores como o Barroco e o Neoclássico, assim como móveis, pinturas e objetos das pessoas que moravam no Palácio. Tudo exposto como se ele ainda fosse habitado.

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O Palácio, antes conhecido como Palácio Rosado, recebeu este nome em homenagem ao poeta João Cruz e Sousa, nascido em Desterro (hoje chamada de Florianópolis) em 1861 e falecido em 1898. Em 2007, seus restos mortais foram depositados em uma urna, que se encontra no Museu Histórico de Santa Catarina, localizando dentro do Palácio.

Não é engraçado que quando viajamos, queremos conhecer os pontos turísticos, os museus, praças, a história do local e seus costumes mas não temos o hábito de fazer isso na nossa própria cidade? Já faz 8 anos que o Henrique mora em Florianópolis e ele ainda não conhecia o local. Então quando resolvemos passar parte das férias aqui em floripa, montei um roteiro dos pontos turísticos daqui que ele ainda não conhecia e esse foi um dos primeiros que visitamos.

Como tínhamos um cronograma cheio, o único dia disponível era o domingo. A princípio achei que esse seria o pior dia pra irmos, devido ao movimento. Mas pra nossa surpresa, estava vazio! O que nos possibilitou conhecer com calma cada canto do lugar e conhecer um pouco mais sobre a história e o passado de Santa Catarina.

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Eu costumo dizer que sinto que nasci na época errada e fazendo o tour por lá, não tem como não ter vontade de viver em outra época (famoso sonho de princesa hahaha). Aqueles salões imensos, um apenas com cadeiras em volta de um piano.. outro com uma mesa de jantar imensa, ainda com as louças da época em cima.

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Um dos lugares que me chamou atenção, foi o quarto das crianças. Uma salinha pequena, estrategicamente escondida por uma série de portas pelo lado de dentro mas ao mesmo tempo, com uma porta de acesso para os fundos do palácio ( possivelmente pensada pra uma fuga? ) e na parede, um quadro de uma mãe e sua filha. Não consegui ler os nomes porque tinha um cordão de isolamento mas fiquei pensando na história delas, em como seria criar filhos morando em um lugar assim, em uma época completamente diferente da nossa..

Eu já conhecia o Palácio desde criança, pois a minha escola costumava fazer passeios escolares lá. E já naquela época, coisa de 20 anos atrás, contavam que o palácio era mal assombrado.. talvez pra assustar as crianças e as impedir de saírem correndo pelos cantos mais escuros do lugar.. mas de qualquer forma, era muito propagada a história de pequenos vultos passando pelas salas, badaladas de um relógio antigo que não funciona, teclas do piano sendo apertadas sem ninguém por perto.. e a caixa de música tocando sozinha.

Lá no quartinho das crianças, tirei uma foto minha e da Helena de frente pro espelho e pra minha surpresa, notei um borrão atrás de nós. A princípio, achei que fosse uma sujeira no espelho, mas observando o espelho, vi que ele estava limpo e sem nenhuma mancha do “tempo”. Talvez com o imaginário aguçado pelas histórias do lugar, acabamos enxergando no borrão, a figura de uma criança escondida atrás de uma das porta. (A foto está na galeria acima, só clicar em cima e ampliar pro tamanho original)

Verdade ou não, como qualquer lugar que foi palco de grandes histórias e decisões importantes pro destino do nosso estado. O local tem uma energia muito diferente e desperta o interesse de qualquer um a abrir as portas das salas mais isolados, que se encontram no escuro e deixadas entreabertas.

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Sendo turista ou não, vale muito a pena visitar o palácio e conhecer um pouco mais sobre a antiga casa do governo do estado e sobre a cultura da nossa cidade.

Pra mais informações:
Museu Histórico de Santa Catarina